Por Átila Santos
Nos dias atuais os cuidados necessitam redobrar. Estamos mais sujeitos às leis que algumas décadas atrás, onde as atividades privadas não eram tão reguladas pelo Poder Público. Leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código Civil de 2002, além das reformas do Código Penal, entre outras, nos obrigam a produzir ações que outrora eram meramente informais.
Não é mais possível simplesmente fazer a mochila e ir a um campori, ou montar uma feira do Dia do Desbravador em praça pública com atrações diversas. É preciso planejá-las com mais acuidade, buscar autorizações, emitir comunicados, licenciar-nos entre outros.
A legislação brasileira está responsabilizando duramente aqueles que a transgridem, e muitas penas e “dores” podem se evitar se algumas ações básicas forem respeitadas.
Desbravadores e escoteiros são exímios construtores e amamos quando conseguimos terminar a construção de uma grande pioneiria como pontes, grandes portais, torres e outras coisas, mas uma coisa muitos de nossos líderes, nisso incluo departamentais, não sabíamos é que estamos todos esses anos a “margem da lei”.
A pouco tempo que nossas organizações, após diversos acontecimentos ruins estão trabalhando de forma a minimizar os riscos e esse é um deles. Afinal, desobedecer às autoridades constituídas é também desobedecer a Deus.
De acordo com a lei (líderes/chefes advogados, confirmem e me ajudem nos comentários), toda estrutura móvel como as que construímos, nisso destaco, palcos, pioneirias (portais, torres, pontes entre outros), paredes de escalada, brinquedos e pistas em geral (circuito de brincadeiras) é necessário a análise do projeto, sendo o mesmo assinado por um engenheiro, devidamente registrado no CREA, e que emita uma ART – Anotação de Responsabilidade Técnica.
Sendo assim, como se diz no exército, te damos um bizu:
Antes de construir qualquer pioneiria, palco ou demais estruturas móveis, faça um esboço e encaminhe a um engenheiro, no nosso caso de preferência um engenheiro militar, pois eles têm a visão de nosso estilo de construções e sabem como preparar o projeto com viabilidade técnica suficiente para que possa ser aprovado.
Com o projeto assinado em mãos, devemos nos encaminhar ao CREA e solicitar a emissão da ART, o qual recolhe uma taxa de emissão.
Após isso devemos ir ao Corpo de Bombeiros e solicitar a análise do projeto, pois podem não autorizar a montagem. Isto porque o engenheiro trabalha o projeto em tese, mas os bombeiros analisam a execução do projeto da estrutura móvel no local em que será montado, e avaliam a viabilidade do uso sob o prisma da segurança.
Após essa análise e pode-se construir a estrutura móvel, onde após a construção devemos solicitar ao Corpo de Bombeiros a vistoria da estrutura, o qual eles vão emitir um Alvará de Vistoria, assim a estrutura está liberada para uso sem qualquer restrição.
Então vamos repassar:
- Criação do projeto por parte dos desbravadores, líderes ou cópia de livros e apostilas;
- Encaminhar a um engenheiro para viabilização do projeto e assinatura técnica;
- Se direcionar ao CREA e solicitar a ART – Anotação de Responsabilidade Técnica e pagar a taxa;
- Ir no Corpo de Bombeiros e solicitar a análise do projeto e a viabilidade de construção;
- Construção do projeto;
- Solicitar a vistoria dos bombeiros com emissão do Alvará de Vistoria.
Se for possível, após a viabilização do projeto por parte de um engenheiro, encaminhe direto aos bombeiros para análise de construção, pois assim você pode economizar caso o projeto não seja aprovado, assim podendo retornar ao engenheiro para possíveis adequações.
Muitos podem pensar que isso é bobagem, mas caso algum problema ocorra, os responsáveis legais somos nós diretores de clube e mesmo com seguro anual, o mesmo não pode fazer praticamente nada, pois não estávamos amparados pela lei. Então devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é Deus o que é de Deus e andar na lei.
Modelo de grande pioneiria no Jamboree Mundial de 2007
É isso ai…
Sempre Alerta para Servir! Maranatha!
Esse post eu ouvi de uma palestra ministrada pelo LM Alexandre Santana de Barros, pastor e advogado.


























4 comentários:
Claudia
disse...
Nunca imaginei passar por uma burocracia tão grande para fazer um portal... isso deve ter um custo muito alto!
Deivid Vincent Rezer Alves
disse...
Prezados Irmãos!
Vou resumir a MINHA humilde opinião: Isso é um absurdo! Sabem quanto custa a taxa da ART no CREA RS? R$ 33,00! É pouco. Mas soma-se isso a várias pioneirias e eventos seguidos. Ah, e tem mais a taxa dos bombeiros.
E quanto um Engenheiro vai cobrar? Ou será que teremos que ter um na folha de pagamento das Unidades Escoteiras ou Desbravadoras?
Se for um engenheiro militar, onde é que vamos encontrar um em cidades que não tem unidades de engenharia?
Alguém sabe me dizer que “acontecimentos ruins” são esses citados pelo autor da matéria? Eu sinceramente nesses 21 anos de promessa nunca vi sequer um caso de acidente. Que estatística temos?
E alguém acha que um engenheiro vai assinar uma ART de uma construção feita de bambu e cordas? Ah e o projeto tem que ser nos padrões ABNT.
Comentei com meu colega, que é advogado e lecionou 26 anos da UFSM, e disse que ou é uma piada ou uma grande sandice.
Temos que nos precaver sim. Daí a burocratizar a esse ponto é demais. É mais fácil as unidades deixarem de fazer grandes pioneirias do que fazerem todo esse trâmite.
P.S.: Achei interessante e já utilizamos nas Patrulhas os livros de croquis de pioneirias, que dizem o nº de amarras a quantidade e as dimensões dos materiais necessários.
Sempre Alerta!
Deivid Vincent Rezer Alves
http://www.scoutface.com/users/31672
Chefe Vento Minuano
www.bocadomonte.org
www.escotismotradicional.org
PXVIII.:.
253º Grupo Escoteiro kaingang
disse...
quem escreveu tal coisa deve ser fiscal do estado querendo propina ou é engenheiro querendo comissão.
Deivid Vincent Rezer Alves
disse...
Construções em que o jovem fique com os pés acima de 1,75m deve-se utilizada cadeirinha, que pode ser a cadeirinha americana feita de cabo solteiro + capacete homologado + cabo solteiro como fiel e alça de segurança nas ferramentas de corte.
É desnecessário lembrar que os Chefes responsáveis pela atividade devem ter conhecimentos mínimos de trabalho em altura e primeiros socorros. Existem cursos ministrados por diversas instituições que mesclam trabalho em altura e socorro, como a Cruz Vermelha, por exemplo.
Acho que esse nível de prevenção está de bom tamanho.
Sempre Alerta!
Deivid Vincent Rezer Alves
http://www.scoutface.com/users/31672
Chefe Vento Minuano
www.bocadomonte.org
www.escotismotradicional.org
PXVIII.:.
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